A Vida Íntima das Frases & Outras Sentenças

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Deonísio da Silva colige a história secreta das palavras e expressões instruindo, entretendo e frequentemente divertindo seus leitores e ouvintes em colunas semanais ao comentar as frases aqui reunidas. Manda quem pode e obedece quem precisa, mas no Brasil não se usa o imperativo para mandar. Este é usado para pedir. Para mandar, usa-se o subjuntivo, o indicativo ou qualquer inventado na hora, mas não o imperativo. Nas orações, a expressão rogai por nós pede ou manda? Publique-se é uma ordem? Mudando o verbo, poder-se-ia mandar ou pedir na lanchonete faça-se um sanduíche ? Era sinal de sorte nascer de ré, apontando primeiramente o bumbum e ainda assim sobreviver, num tempo em que a mortalidade infantil era estratosférica. Este é o berço provável da expressão que diz ser sortudo quem nasce com o bumbum virado para a lua. Ditos populares, expressões e provérbios apresentam verdadeira obsessão pelo número sete. Pintar o sete, bicho de sete cabeças, guardado a sete chaves, enterrado a sete palmos, as sete notas musicais, os sete pecados capitais, os sete sacramentos, as sete maravilhas do mundo antigo, as sete cores do arco-íris, os sete anões, o gato de sete vidas, as sete virtudes (três teologais e quatro cardeais) e ainda temos que perdoar setenta vezes sete, isto é, sempre. E saber de onde elas vieram.

Detalhes
ISBN 9786586618099
Editora Edições 70 Brasil
Categorias
Deonísio da Silva

Deonísio da Silva, “mais jardineiro do que botânico das palavras”, como já se definiu, escritor e professor federal aposentado (UFSCar), é autor de romances e contos, alguns deles publicados também em outros países. Recebeu o Prêmio Internacional Casa de las Américas por seu romance Avante, soldados: para trás e foi premiado também pela Biblioteca Nacional por Teresa D´Ávila. Da Academia das Ciências de Lisboa e Doutor em Letras pela USP, foi vice-reitor da Universidade Estácio de Sá, fez a coluna semanal de etimologia na revista CARAS por 25 anos ininterruptos e há dez anos consecutivos faz a coluna Sem Papas na Língua, na Rádio

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