Bom Senso e Bom Gosto

14,90 €
Envio previsto até

Bom Senso e Bom Gosto está na origem da nossa ainda hoje maior polémica literária: «a Questão Coimbrã». Em resposta ao então afamado António Feliciano de Castilho - que, sentindo a velha ordem cultural sob perigo iminente, lhe ridicularizou acintosamente as Odes Modernas -, Antero de Quental publica o violentíssimo folheto Bom Senso e Bom Gosto: Carta ao Exmo. Senhor António Feliciano de Castilho. Nele, arrasa o ultra-romantismo piegas de Castilho e seus acólitos, a sua arrogância e vacuidade, a sua impostura. A «Questão Coimbrã» tomou proporções gigantescas e, perante as acusações falsas e injustas que lhe eram dirigidas, Antero escreveu um segundo folheto: A Dignidade das Letras e as Literaturas Oficiais.

Reunidos neste novo volume da colecção dedicada a Antero de Quental, os dois revolucionários folhetos são agora magistralmente apresentados por Ana Maria Almeida Martins.

Detalhes
ISBN 9789896716479
Editora Tinta da China
Categorias
Antero de Quental
ANTERO DE QUENTAL (1842-1891), açoriano natural de Ponta Delgada, é uma das figuras marcantes de toda a cultura portuguesa e o símbolo máximo da nossa ainda hoje mais brilhante geração intelectual — a Geração de 70. Prosador brilhante, poeta genial, é ainda referência obrigatória no ensaísmo filosófico e literário, na política militante, no jornalismo ou na literatura panfletista. «Na prosa musical de Antero, polémica e crítica, de uma grande limpidez formal», nas palavras de Eduardo Lourenço, viu Manuel Bandeira o início da moderna prosa lusa. Todavia, muito do que escreveu está esquecido ou praticamente ignorado, com excepção de sonetos ou Causas da Decadência dos Povos Peninsulares. O que tem predominado é o interesse doentio pela sua morte e também pela vida, que a devoção dos amigos transformou em fantasiosa biografia. Mas o verdadeiro Antero está na obra em prosa e verso que nos deixou.
Partilhar
Book Search
Top Vendas da categoria Ver Todos