Contra Sainte-Beuve

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Contra Sainte-Beuve, publicado postumamente em 1954, começou por ser um artigo de Proust para o jornal francês Le Figaro, no final do Outono de 1908. Seis meses mais tarde, o pequeno artigo dera lugar a um ensaio de aproximadamente trezentas páginas. A edição de Contre Sainte-Beuve que agora se publica segue a organização de Bernard de Fallois, que reúne os ensaios dedicados ao método do crítico literário francês Charles Augustin Sainte-Beuve (1804–1869). Neles Proust discorre sobre Baudelaire, Flaubert, Balzac e Nerval, e esboça temas que serão desenvolvidos no romance Em Busca do Tempo Perdido, como o conhecido episódio da madalena (aqui, um pedaço de pão torrado), ou os capítulos «Sonos», «Quartos» e «Dias». À ideia de Sainte-Beuve de que o conhecimento da biografia de um autor é fundamental para a explicação da obra, Proust contrapõe a teoria de que uma obra de arte literária é «o produto de um eu diferente daquele que manifestamos nos nossos hábitos, na sociedade, nos nossos vícios». Proust desenvolve ainda as suas ideias acerca da superioridade da sensação sobre a inteligência, do poder da memória para alcançar uma verdade artística individual e do papel deletério do hábito na percepção. O livro toma por vezes a forma de uma conversa com a mãe, tendo, outras vezes, um estilo marcadamente ensaístico, constituindo assim uma espécie de oficina de escrita um dos maiores romancistas do século XX.

Detalhes
ISBN 9789898928245
Editora Imprensa da Universidade de Lisboa
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Marcel Proust
Marcel Proust nasceu a 10 de Julho de 1871, em Auteuil, filho de Adrien Proust, um professor de medicina conceituado, e de Jeanne Weil (nome de nascimento), de uma família judaica abastada. Posicionou-se, entre 1897 e 1899, a favor da libertação do capitão do exército Alfred Dreyfus, injustamente acusado de traição à pátria. A morte do pai e da mãe, em 1903 e 1905, deixaram-no numa solidão e desgosto profundos, conferindo-lhe, por outro lado, a independência financeira que lhe permitirá mais tarde dedicar-se exclusivamente à sua obra maior, À la recherche du temps perdu [Em Busca do Tempo Perdido], publicado em sete volumes, entre 1913 e 1927. Antes do romance, Proust escreveu um livro de contos, Les plaisirs et les jours, publicado em 1896, e uma novela autobiográfica, Jean Santeuil, que saiu postumamente em 1952. Traduziu The Bible of Amiens e Sesame and Lilies do crítico inglês John Ruskin, e publicou, em 1919, Pastiches et Mélanges, uma recolha de prefácios e artigos. Em Contra Sainte-Beuve, obra fragmentária e inacabada, escrita entre 1908 e 1909, e publicada postumamente em 1954, Proust revela-se um extraordinário crítico literário. De 1914 até ao fim da vida, Proust teve como governanta Céleste Albaret, testemunha privilegiada da composição de Em Busca do Tempo Perdido, e autora do livro de memórias Monsieur Proust (Imprensa da Universidade de Lisboa, 2018). Proust morreu em Paris, a 18 de Novembro de 1922, não sem antes ter posto um termo ao romance com a escrita da palavra «Fim».
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