Ferro em Brasa
Ferro em Brasa é um linguadão dos antigos, pré-pandemia, nas beiças de Alfred Jarry. É tudo o que Homero e Camões teriam escrito se tivessem menos génio e uma Famel. Poder-se-á dizer que narra a quase-odisseia de um fumador de barras de dinamite, a relação incestuosa que manteve com a onda de Hokusai e o seu papel químico no trágico destino de mil Sósias-Simétricos? Sim, mas não. Terrorismo literário de dois partisans tresloucados, é uma sinfonia absurdamente contemporânea, um texto rigorosamente desorganizado, um híbrido palimpséstico, referencial e auto-referencial, popular e erudito, gracioso e soez. Deixa-se ler muito bem.
| ISBN | 9789726083825 |
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| Editora | Antígona |
| Categorias |
Filipe Homem Fonseca nasceu em Lisboa, em 1974. É argumentista, dramaturgo, escritor, humorista, músico e realizador. Autor e coautor de contos, séries de televisão, peças de teatro, rubricas de rádio, documentários e filmes, como Herman Enciclopédia, Contra-Informação, Conversa da Treta, Paraíso Filmes, Bocage, Azul a Cores, Submersos, Aqui Tão Longe e 1986. Tem dois livros de poesia, Conta Gotas e E Enquanto Espero que me Arranjem o Esquentador Penso em como Será a Vida depois do Sol Explodir. É autor dos romances Se Não Podes Juntar-te a Eles, Vence-os e Há Sempre Tempo para Mais Nada.
Lisboa, 1969.
Trinta livros publicados, sobretudo poesia. Separados, são dois prodigiosos e prolíficos autores portugueses contemporâneos. Juntos, convocam A Favola da Medusa, banda de música improvisada, formação variável e paradeiro incerto, e acabam as suas noites a papas de sarrabulho, acantoados em baiucas e betesgas, escrevendo livros a quatro mãos, dois corações e um pires de moelas.







