Húmus

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Húmus (1917) é a «obra-prima de Raul Brandão» e «veio pôr em causa, de modo irreversível, a estrutura do romance tradicional, antecipando as experiências mais radicais efetuadas no âmbito da narrativa contemporânea».

O livro é um «diário fragmentário e elíptico que ocupa os 20 capítulos titulados». «No retrato social traçado em Húmus, os aspetos grotescos» têm destaque «nos nomes e na descrição caricatural das personagens». Um dos grandes temas deste romance «é a oposição entre a aparência e a essência».

A vila de Húmus é imaginada pelo autor «como um microcosmo dialogizado que se oferece a um questionamento ontológico».

O narrador de Húmus «enfrenta o problema da morte do princípio ao fim do livro». «O papel do sonho como forma alternativa de conhecimento é aqui fundamental.»

É o Gabiru que desempenha o papel de ator principal. Cria-se entre o narrador e o Gabiru «uma relação de simetria reflexiva, uma vez que cada um deles aparece como a imagem invertida do outro, em resultado do desdobramento da sua consciência». [Citações da «Introdução».]

Com coordenação e nota prévia de Carlos Reis e introdução e nota biobibliográfica de Maria João Reynaud.

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Editora Imprensa Nacional Casa da Moeda
Coleção Biblioteca Fundamental da Língua Portuguesa
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Autores Raul Brandão
Raul Brandão
Raul Brandão [1867-1930]. Nasceu na Foz do Douro, filho e neto de pescadores. No Porto, colaborou no folheto Nefelibatas, ao lado de António Nobre, António Correia de Oliveira, entre outros. É desse período o volume de estreia Impressões e Paisagens, contos de influência naturalista. Juntamente com Os Pobres, A Farsa, Húmus ou Memórias afirmam-no como um dos mais importantes autores do século XX português.
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