A autobiografia imaginada de uma apaixonante figura
histórica: o geógrafo Hasan as-Wazzan, que ficou
conhecido como Jean-Léon de Médicis, ou Leão, o
Africano. Em 1518, no regrasso de uma peregrinação a
Meca, o embaixador magrebino é capturado por piratas
sicilianos que o oferecem de presente a Leão X, o grande
papa da Renascença. A sua vida, feita de aventuras, paixões
e perigos, é marcada pelos grandes acontecimentos do seu
tempo: durante a Reconquista, encontrava-se em Granada,
de onde teve de fugir à Inquisição, acompanhado pela
família; esava no Egipto aquando da sua tomada pelo
Otomanos; na África negra, durante o apogeu de Askia
Mohamed Touré; e em Roma no período áureo do
Renascimento e no momento do saque da cidade pelo
soldados de Carlos V. Figura do Oriente e do Ocidente,
homem de África e da Europa, Leão, o Africano viveu em
pleno o fascinante século XVI.
(Líbano, 1949) É um prestigiado escritor francês e, desde 2011, membro da Academia Francesa (onde foi preencher a vaga deixada pela morte de Lévi-Strauss). Dedicou grande parte da sua produção ao romance com vários títulos publicados e especial apetência predileção pelo romance histórico, entre os quais se destacam Leão, o Africano, Samarcanda ou o Périplo de Baldassare. O romance Le rocher de Tanios valeu-lhe o Prémio Goncourt em 1993. Mas também se aventura pelo ensaio: As Cruzadas Vistas pelos Árabes (1983, Prémio Maisons de la Press), Identidades Assassinas (1998) ou Um Mundo sem Regras (2009). Além disso, foi jornalista e chefe de redação da Jeune Afrique, embora se tenha iniciado no An-Nahar, em Beirute, em 1975, antes de se mudar para Paris. Em 2010 recebeu o Prémio Príncipe das Astúrias pela sua obra.