Esta é uma obra de revisitação da memória de quem teve uma infância feliz, tutelada pela amada avó materna, uma adolescência dura, agreste e azeda influenciada no tálamo conjugal por uma madrasta de rosário na mão, enquanto na juventude deu azo a tropelias sem tropeções de maior, dos 27 meses de real inutilidade da guerra do faz-de-conta (guerra colonial) na floresta do Mayombe, até à estada na ilha de Santa Maria – Açores, durante 18 meses, no desempenho de Encarregado de uma Biblioteca Itinerante da Fundação Gulbenkian, infelizmente desaparecida.
É, primacialmente, um livro em memória do meu querido e amado filho, nascido na ilha de Gonçalo Velho, falecido em Boston, aos 42 anos, na sequência de um cancro no pâncreas.
Armando Fernandes nasceu em Bragança. É licenciado em História pela Universidade Lisboa. Possui o diploma de Bibliotecário-Arquivista outorgado pela Universidade de Coimbra e concluiu o Mestrado em Cultura Portuguesa na Universidade Nova de Lisboa. Profissionalmente exerceu desde 1963 as funções de Encarregado, Inspector e Inspector-Coordenador no Serviço de Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian até à extinção do Serviço em 2002.
Após a passagem à pré-reforma tem tido intensa actividade cultural e técnica nas áreas das Bibliotecas Públicas, Consultoria Cultural, História e Usanças Alimentares e em Centros de Interpretação do Património Imaterial e Material. É autor de uma vintena de títulos nesses domínios, tendo sido galardoado com o prémio Francisco Sampaio devido à obra Carta Gastronómica das Aldeias do Xisto, e com o prémio da Academia Internacional de Paris referente ao livro Carta Gastronómica do Concelho de Mação.
Tem colaboração dispersa por vários jornais e revistas científicas. Presentemente escreve nos jornais A Barca, Médio-Tejo e Jornal de Abrantes, do concelho abrantino, nos jornais Mensageiro de Bragança e Nordeste Informativo, de Bragança, e no Mais Ribatejo, de Santarém.