Olga Lengyel foi a única sobrevivente da sua família.
Com os pormenores de quem viu, viveu e sofreu os horrores do dia a dia no campo de concentração, a autora escreve sobre o extermínio de judeus e não judeus de forma vívida.
Um texto poderoso, brutal que não deixa ninguém indiferente.
Ao longo destas páginas, Olga Lengyel conta, na primeira pessoa e com detalhe, a vida no campo de concentração, os horrores cometidos pelos alemães que lhe levaram o marido, os pais e os dois filhos, as atrocidades sofridas e o que fez para sobreviver a estes anos de terror que a marcaram para sempre.
Este livro - as suas memórias - foi escrito dois anos depois do fim da Segunda Guerra e é um clássico publicado originalmente em 1946. Desde então foi publicado em todo o mundo, com milhões de exemplares vendidos.
Olga Lengyel nasceu na Transilvânia, no império austro -húngaro, a 19 de outubro de 1908 e faleceu em Nova Iorque, a 15 de abril de 2001. Enfermeira sobrevivente do Holocausto, foi testemunha no julgamento de Bergen-Belsen e o seu depoimento contra o doutor Joseph Mengele foi avassalador. Foi casada com o médico Miklos Lengyel, com quem trabalhava no Hospital de Cluj-Napoca antes de serem deportados para Auschwitz, em 1944. Quando chegaram ao campo, os seus pais e filhos morreram e o marido faleceu pouco antes da libertação.
Olga foi a única sobrevivente da sua família e descreveu as suas experiências neste livro.
A sua vida posterior ao Holocausto foi dedicada a manter viva a memória dos homens, mulheres e crianças que morreram em Auschwitz. O livro foi publicado dois anos depois de a Segunda Guerra Mundial terminar.
Albert Einstein ficou tão tocado pela sua história que lhe escreveu uma carta, a agradecer o seu «livro muito honesto e muito bem escrito».