A Cultura Popular no Estado Novo

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Esta obra aborda a política cultural do Estado Novo para o povo. Nela analisam-se os principais discursos sobre o tema e os resultados obtidos nas áreas privilegiadas – casas do povo, ranchos folclóricos, artesanato, museus etnográficos, literatura e marchas populares – e nas subvalorizadas, como a educação popular. O salazarismo promoveu um modelo ruralista, tradicionalista e nacionalista de cultura popular, recorrendo à cultura de massas e à linguagem moderna, com o fito de se legitimar, de criar uma 'almofada' social e de impor um núcleo duro de valores, práticas e representações que enformariam a identidade portuguesa. Subjazeu-lhe a vontade de transformar e condicionar a cultura do povo, e não só de preservar as tradições eleitas, a maioria com teor católico. Contudo, a sociedade resistiu ao cerco oficial, sustentando propostas alternativas, como as da democratização cultural, do associativismo livre (sociocultural, cooperativo, etc.) e da leitura pública fomentada pelas bibliotecas da Fundação Gulbenkian e outras. Também a Igreja católica salvaguardou uma estrutura institucional autónoma (a Acção Católica), conquanto ideologicamente próxima do regime.

Detalhes
ISBN 9789728827557
Editora Angelus Novus
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Daniel Melo
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