Nesta obra iconoclasta e polémica, Norman G. Finkelstein analisa a exploração da memória do holocausto nazi como arma ideológica, ao serviço de interesses políticos e económicos, pelas elites judaicas norte-americanas. A INDÚSTRIA DO HOLOCAUSTO (2000) traça a génese de uma imunidade que exime o Estado de Israel – um trunfo estratégico dos EUA depois da Guerra dos Seis Dias – de qualquer censura e lhe permite justificar expedientes ofensivos como legítima defesa. Este ensaio essencial sobre a instrumentalização e monopolização de uma tragédia – eclipsando outras vítimas do genocídio nazi – denuncia ainda a perturbadora questão do aproveitamento das compensações financeiras devidas aos sobreviventes.
Filho de sobreviventes do gueto de Varsóvia e dos campos de
concentração, Norman G. Finkelstein (n. 1953) cresceu em
Brooklyn e doutorou-se em Ciência Política por Princeton, em
1987, com uma tese sobre o sionismo. Académico e activista,
elegeu o Holocausto e a história trágica de Gaza como temas
da sua obra, elogiada por Chomsky, e é uma das poucas vozes
na comunidade de judeus norte-americanos que
contestaram a violência exercida por Israel sobre o povo
palestiniano. Persona non grata em Israel desde 2008,
demitido da Universidade DePaul por pressões de lobbies
judaicos, é autor de A Nation on Trial (1998) e de Gaza: An
Inquest into its Martyrdom (2018). A Indústria do Holocausto
(2000) catapultou-o para a cena mediática e fê-lo enfrentar a
censura, boicotes e difamações.