A Decadência das Falésias
Aqui, pois, o poema é um fulgor de bicho intrinsecamente preso ao real, parido do chão e dele pronto a erguer-se. É um poema-detonador simples que respira a, e da palavra em sua mais pura e depurada essência.
Um poema que, como o gato, não dilacera, mas percorre, sem quase o tocar, o tapete do dia, o sólido e o concreto, fazendo da ausência de ruído a sua plena presença.
Por outro lado, é uma poesia percorrida pelo tempo, uma poesia sabedora de que cada verso tem sua hora, e de que o próprio poema existe dentro de um tempo próprio e preciso, e de que não pretende durar mais do que esse lapso.
José Pedro Leite, do prefácio
*Vencedor do Prémio Literário Natália Correia (2021)
| ISBN | 9789899070240 |
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| Editora | Poética Edições |
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