As Guerras do Fado

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Visto como um instrumento de controlo cultural da ditadura, o fado integrou o mito dos três efes: Fátima, futebol e fado. Porém, a verdade é que Salazar não gostava de fado. E o compositor Fernando Lopes-Graça, militante comunista, era da mesma opinião: o fado era uma «canção bastarda».

Hoje é um género respeitado e aplaudido, reconhecido como Património Cultural Imaterial da Humanidade, mas muitos foram os ataques de que o fado foi alvo desde que surgiu. Eça de Queiroz considerou-o uma «comédia». O pedagogo António Arroio propôs a troca do fado pelo canto coral, e o médico Samuel Maia acusou-o de fazer mal ao fígado… Muita gente se indignou ao ouvir Amália cantar Camões, e, no pós-25 de Abril, o fado foi confundido com a ditadura que acabara de ser derrubada. Gandhi, entre muito outros.

Detalhes
ISBN 9789897024627
Editora Guerra & Paz
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Alberto Franco

Alberto Franco nasceu em Lisboa, em 1962. Como jornalista freelancer, publicou reportagens no Público, Expresso, Diário de Notícias, Diário do Alentejo, A Outra Margem, Imenso Sul e Memória Alentejana. É autor de uma dezena de livros em áreas como a história (A Voz do Operário: 135 Anos; A Planície: Uma Voz na Década do Silêncio; A Revolução É a Minha Namorada: Memória de António Gonçalves Correia, Anarquista Alentejano; O Homem que Matou Sidónio Paes, em coautoria), a gastronomia (Fialho: Gastronomia Alentejana; Porco Alentejano: O Senhor do Montado) e a arte tauromáquica (Campo Pequeno: Crónica da Monumental de Lisboa; José Júlio: Vida e Tauromaquia). Escreve letras para fado, expressão do seu interesse por este género musical, que o presente livro também testemunha.

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