Henrique Pereira dos Santos
Henrique Pereira dos Santos (Huambo, 1960). Licenciou-se em Arquitetura Paisagista em 1983,
em Évora. Com uma carreira profissional essencialmente ligada ao ordenamento e gestão em áreas de
conservação da natureza, trabalhou no Parque Natural de Montezinho, no Parque Nacional da
Peneda-Gerês e no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros e nos serviços centrais do
Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade.
Coordenou vários planos de ordenamento e gestão de algumas das áreas protegidas em Portugal, bem
como a instalação do Parque Natural do Douro Internacional, trabalhou na avaliação de impacte
ambiental, na visitação e turismo associado a áreas protegidas e na comunicação associada à gestão
de áreas protegidas e da biodiversidade. Esteve envolvido na coordenação do Plano Sectorial da Rede
Natura 2000, bem como na preparação do novo regime jurídico da conservação e foi responsável
operacional pela iniciativa Business and Biodiversity em Portugal.
Foi dirigente do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade vários anos, tendo
ocupado o cargo de Vice-Presidente. Durante dez anos trabalho como consultor independente na área
da gestão da biodiversidade, tendo nessa altura feito um doutoramento sobre a evolução da paisagem
rural portuguesa ao longo do século XX. Publicou os livros “Do tempo e da paisagem”, “O gosto de
Sicó” e “Portugal: Paisagem Rural”.
Duarte Belo
Duarte Belo (Lisboa, 1968). Formação em Arquitetura (1991). Desde 1986 que trabalha no
levantamento fotográfico sistemático da paisagem, formas de povoamento e arquiteturas em
Portugal. Este trabalho continuado sobre o território deu origem a um arquivo fotográfico de mais de
1.930.000 fotografias. Publicou vários livros sobre o tempo e a forma do território português, de que
se destacam: Portugal — O Sabor da Terra (1997-1998); Portugal Património (2007-2008) e a
trilogia 15-5-20, composta pelos volumes Caminhar Oblíquo; Depois da Estrada e Viagem Maior
(2020). De outros projetos editados em livro poderíamos referir O Vento Sobre a Terra (2002);
Território em Espera (2005); Fogo Frio (2008); Portugal Luz e Sombra (2012); A Linha do Tua;
(2013); Magna Terra (2018). Tem trabalhado sobre nomes relevantes da cultura portuguesa, como
Mário de Cesariny, Ruy Belo, Maria Gabriela Llansol, Alberto Carneiro, Miguel Torga ou Sophia de
Mello Breyner. Expõe desde 1987. Lecionou áreas relacionadas com a fotografia e a arquitetura. Foi
curador de várias exposições. Participa regularmente em conferências sobre paisagem, arquitetura e
fotografia. É editor do blog Cidade Infinita, que reúne textos e fotografias de reflexão sobre espaço,
tempo e processo em fotografia.