Imagens de Pensamento

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Imagens de Pensamento é um conjunto de textos escritos em parte paralelamente a outros de Rua de Sentido Único, e no mesmo espírito deste livro, mas que não foram aí incluídos, ou foram escritos depois de 1928. Tal como aconteceu com a Infância Berlinense, Benjamin não editou em livro esta colectânea, cujos textos foram saindo (entre 1925 e 1934) em jornais e revistas alemães e suíços, sendo alguns, poucos, inéditos antes da inclusão na edição crítica alemã (GS IV/1, 305-438). O título, escolhido pelos organizadores desta edição, retoma o de um dos conjuntos de textos incluídos na obra. Adorno comenta e explica a origem e o sentido deste título, muito característico da forma de pensar o real nas suas dimensões empíricas, oníricas e de memória por Walter Benjamin, bem evidente na abertura de uma das peças do livro, San Gimignano: “Encontrar palavras para aquilo que temos diante dos olhos é qualquer coisa que pode ser muito difícil. Mas quando chegam, batem com pequenos martelos contra o real até arrancarem dele a imagem, como de uma chapa de cobre.” Segundo Adorno (em Über Walter Benjamin [Sobre W. Benjamin], Frankfurt/ Main, 1968, p. 55), o termo “imagem de pensamento” remonta a Stefan George, que o usou em 1907 no livro de poesia Der siebente Ring [O Sétimo Anel] com referência a Mallarmé, que “sangrou pela sua imagem de pensamento”. Adorno comenta ainda: “[na noção de Denkbild/ imagem de pensamento] intervém uma concepção de Platão oposta à dos neokantianos, segundo a qual a ideia não é uma mera representação, mas um ente em si que, ainda que releve puramente do espírito, possui uma realidade sensível”."

João Barrento

Detalhes
ISBN 9789723709728
Editora Assírio & Alvim
Coleção Obras Escolhidas de Walter Benjamin
Categorias
Walter Benjamin

Walter Benjamin nasceu em Berlim em 1892, no seio de uma família judaica. Estudou Filosofia em Berlim, Munique e Freiburg e doutorou-se em Berna (Suíça) no ano de 1919, com a tese A Crítica de Arte no Romantismo Alemão. A ascensão de Hitler e do nazismo obrigaram-no a fugir de Berlim, em 1933. Residiu sobretudo em Paris, com passagens por Itália e por Espanha. O medo de ser entregue à Gestapo e as dificuldades em passar a fronteira entre França e Espanha conduziram-no ao suicídio em 1940. Como legado deixou-nos uma obra filosófica de uma impressionante atualidade, onde se cruzam os assuntos que tentava compreender e estudar: História, Modernidade, Arte, Tecnologia, literatura dos séculos XIX e XX e a ascensão da cultura de massas, assim como numerosas traduções e análises literárias a Baudelaire, Brecht, Hölderlin, Kafka e Proust.

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