Parecia Não Pisar o Chão - Treze ensaios sobre as vidas de Fernando Pessoa

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Se nas biografas de Fernando Pessoa descontamos as partes que se referem às doenças mentais desta figura, aos heterónimos, à dimensão esotérica presente na vida e obra do poeta, ao diletantismo político ao qual tantas vezes se entregou e à sua condição de permanente fingidor, no melhor dos casos restam umas dúzias de páginas para examinar a condição material de um ser humano profundamente desgraçado e, ao mesmo tempo, e noutra dimensão, secretamente feliz. Este livro pretende mergulhar no que essas biografas consideram de menor relevo para estudar aspetos da vida de Pessoa que reclamam uma aproximação monográfca: o caráter do escritor, os seus afazeres quotidianos, o trabalho, a fama que alcançou, a posteridade que aguardava, os amores, as viagens, as fotografas, as línguas nas quais se expressou, a morte ou a sua relação com o país, a Galiza, no qual este livro está pensado.

Se para a maioria dos especialistas a vida de Pessoa é um simples acidente – a luz que nasce da obra e a necessidade paralela de a resgatar fizeram que o ser humano que estava por trás ficasse num discreto segundo plano –, por que não subverter o que assegura uma conhecida afirmação do poeta – «A literatura, como toda a arte, é uma confissão de que toda a vida não basta» – e sublinhar o que está implícito, isto é, que a vida também aí está?

Detalhes
ISBN 9788416545667
Editora Através Editora
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Carlos Taibo

Carlos Taibo foi durante trinta anos professor de Ciência Política na Universidade Autónoma de Madrid. Publicou monografias sobre assuntos como a globalização, a hegemonia dos Estados Unidos, os movimentos de resistência, o decrescimento ou o pensamento libertário. Entre os seus últimos livros em galego-português contam-se Decrescimento, crise, capitalismo (2010), Parecia não pisar o chão. Treze ensaios sobre as vidas de Fernando Pessoa (2010), Galego, português, galego--português? (juntamente com Arturo de Nieves) (2013), O penálti de Djukic (2016), Colapso(2019), A tortilha de Betanços (2020) e Ibéria esvaziada. Despovoamento, decrescimento, colapso (2022). Este volume é uma falsa autobiografia que examina, com retranca, a relação de Taibo com as línguas e, nomeadamente, com o mundo galegoportuguês.A capa é da autoria de Miguel Durão.


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