Nero
No ano 808 da fundação de Roma, Nero, o quinto César depois de Augusto, subiu ao trono e manteve-se nele durante catorze anos incompletos. Tendo seguido e, mas do que isso, superado o seu tio materno Gaio Calígula em todo o género de vícios e de crimes, entregou-se à petulância, à devassidão, à avareza e à crueldade, sem excluir qualquer espécie de crime. Teve uma paixão tão desenfreada pelo luxo que pescava com redes de ouro, as quais era puxadas por cordas de púrpura; tomava banho de essências perfumadas, frios e quentes. Diz-se igualmente que nunca viajava com menos de mil viaturas. Por fim ateou o incêndio à cidade de Roma para ter o prazer de contemplar. Foi o primeiro que, em Roma, condenou os cristãos aos suplícios e à morte e que ordenou que estes fossem, igualmente, perseguidos e torturados em todas as províncias.
Osório, historiarum liber VII.7
| ISBN | 9789726703587 |
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| Editora | Inquérito |
| Coleção | Vultos da Antiguidade |
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