Revoltas Escravas - Mistificações e Mal-entendidos
Um ensaio polémico sobre a escravatura.
Os escravos africanos terão sido os primeiros antiescravistas do mundo colonial moderno? A sua resistência terá sido a causa principal do fim da escravidão? As leis abolicionistas que os vários países ocidentais aprovaram a partir de finais do século XVIII terão sido apenas o capítulo final da épica luta antiescravista mantida pelas populações escravas ao longo de séculos?
O historiador João Pedro Marques responde a estas e outras perguntas nesta edição revista e aumentada, mostrando que a maioria das grandes revoltas ocorridas até finais do século XVIII não foram antiescravistas, no sentido em que não tinham como objectivo a erradicação da escravidão. Não devemos minimizar o facto de que, em quase todos os casos de revolta, muitos escravos preferiram permanecer leais aos seus senhores e muitas revoltas foram mesmo abortadas ou esmagadas no berço porque esses escravos – geralmente as mulheres – as denunciaram.
| ISBN | 9789897028281 |
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| Editora | Guerra & Paz |
| Categorias |
João Pedro Marques nasceu em Lisboa, em 1949. Foi professor do ensino secundário e, depois, durante mais de duas décadas, investigador do Instituto de Investigação Científica Tropical e Presidente do Conselho Científico desse Instituto, em 2007-2008.
Doutorado em História pela Universidade Nova de Lisboa, onde lecionou durante a década de 1990, é autor de dezenas de artigos sobre temas de história colonial, e de vários livros, dois dos quais publicados em Nova Iorque e Oxford (The Sounds of Silence, 2006; e, em coautoria, Who Abolished Slavery? A debate with João Pedro Marques, 2010).

















