São Paulo. A Fundação do Universalismo
«Porquê São Paulo? Porquê requerer este “apóstolo”, muito mais suspeito porque, com toda a evidência, se autoproclamou como tal, e porque o seu nome está normalmente associado às dimensões mais institucionais e menos abertas do cristianismo: a Igreja, a disciplina moral, o conservadorismo social, a suspeita contra os Judeus? […]
«Que uso pretendemos fazer do dispositivo da fé cristã, do qual parece impossível dissociar a figura e os textos de Paulo? Porquê invocar e analisar esta fábula? […]
«O essencial para nós é que esta conexão paradoxal entre um sujeito sem identidade e uma lei sem suporte funda na história a possibilidade de uma predicação universal. O gesto inaudito de Paulo é subtrair a verdade ao controlo comunitário, quer se trate de um povo, uma cidade, um império, um território, ou uma classe social. […]
«Repensar esse gesto e a sua força constituinte, desdobrando as chicanas, é seguramente uma necessidade contemporânea. […] Quais são as condições de uma singularidade universal?»
| ISBN | 9789895453498 |
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| Editora | VS. |
| Categorias |
Alain Badiou (Rabat, 17 de janeiro de 1937) licenciou-se em Filosofia na École Normale Supérieure e esteve na origem da criação da Faculdade de Filosofia da Universidade de Paris VIII com Gilles Deleuze, Michel Foucault e Jean François Lyotard. Escreveu uma vasta obra em torno dos conceitos de ser, verdade e sujeito, de um modo que não sendo pós-moderno também não se insere na tradição da modernidade. Badiou esteve envolvido em inúmeras organizações políticas comentando regularmente temas da atualidade nesta área. É conhecido pela sua militância maoísta, pela sua defesa do comunismo e dos trabalhadores estrangeiros em França.













