O mundo das empresas estatais é mais complexo e interessante do que seu debate superficial faz parecer. Com isso em vista, especialistas no tema se reuniram em projeto comemorativo dos cinco anos de plena vigência da Lei 13.303/2016 (Lei das Estatais), que resultou nesta obra, dividida em três eixos: (i) governança, papel do Estado-acionista, estrutura societária, compliance e atuação no mercado de capitais; (ii) contratações, regime especial de licitações, oportunidade de negócios, cláusulas sancionatórias, contratos de tecnologia e inovação, 'atividades econômicas em sentido estrito' e 'serviço público'; (iii) legislação extravagante, privatizações, extinções, cisões, fusões e incorporações, circulação de recursos do orçamento público, controle externo dos tribunais de contas, regime trabalhista, imunidade tributária e resolução de conflitos.
Apesar de suas raízes longevas, o liberalismo é uma das mais fascinantes novidades dos tempos modernos. Mesmo tendo proporcionado o aumento do nível de prosperidade e dialogando de forma direta com anseios muito naturais do ser humano, ele vem lidando com diversos ataques e questionamentos. O Instituto Liberal, fundado no Rio de Janeiro em 1983, trabalha para divulgá-lo e sustentá-lo, em suas diversas vertentes, como a melhor alternativa para a organização social. Especialmente para o público falante de língua portuguesa, este 'Introdução ao Liberalismo' reúne material, tanto antigo quanto inédito, produzido por diferentes articulistas da instituição, oferecendo uma visão panorâmica do significado dessa corrente de pensamento e da mensagem que a tradição liberal tem a oferecer, com especial atenção para suas manifestações na história das ideias no Brasil e em Portugal.
O liberalismo, como proposta teórica e movimento político, vem conquistando bastante atenção nos últimos tempos, tanto por parte de defensores entusiasmados quanto de opositores contumazes. É compreensível que seus inimigos o apresentem em traços caricaturais, alvejando espantalhos criativamente concebidos. Infelizmente, não raro, os próprios liberais não colaboram com a exposição adequada dos fatos. Aferrando-se a uma única escola ou autor da vasta tradição liberal, reduzem-na dogmaticamente a uma visão próxima ao anarquismo, de um lado, ou, de outro, a vertentes que, inspiradas nos desdobramentos sociais e econômicos da virada do século XIX para o século XX, passaram a admitir um papel maior ao Estado. Este livro pretende demonstrar a pluralidade de entendimento que os liberais de diversos países e escolas tiveram acerca desse tema central a qualquer discussão política.
Luís Valente Rosa nasceu em Lisboa, em 1957, é licenciado em Sociologia pela Universidade Católica de Lovaina (Bélgica). Foi, durante vinte anos (79-99), docente do Departamento de Sociologia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e responsável pelas cadeiras de Matemática e Estatística II e Métodos e Técnicas de Investigação Sociológica. Dedicou-se também aos estudos de mercado: primeiro como Diretor (88-93) da Euroexpansão e posteriormente como fundador da METRIS, de que foi Sócio-Gerente e Director-Geral (93-09). Durante esse período, exerceu funções diversas, como as de representante em Portugal da ESOMAR, Presidente da Direção da APODEMO e membro da Direção da EFAMRO (European Federation of Associations of Market Research Organisations). Foi responsável, em Julho de 1987, pelas primeiras sondagens de boca de urna com previsão às 19 horas realizadas em Portugal, na Rádio Comercial, aquando das Eleições para a Assembleia da República. O âmbito deste dicionário diz respeito aos principais conceitos utilizados nos inquéritos de opinião pública e naquilo a que é hábito chamar "sondagens". Amostra, aleatório, erro de amostragem, nível de confiança, amostra por "quotas", representatividade, proporcionalidade e não-proporcionalidade, ordem das perguntas, intenção de voto, dimensão da amostra, ponderação, ficha técnica, estratificação, codificação, variável ou supervisão são, a título exemplificativo, algumas das entradas constantes no presente dicionário. Para cada entrada, são apresentados três textos diversos: uma definição relativamente sucinta do conceito; uma explicação mais detalhada, associada a um conjunto de exemplos ilustrativos, mais ou menos concretos; um comentário pessoal do autor sobre temas adjacentes ao conceito, por exemplo: a sua história; as suas condições de aplicação à realidade portuguesa; a frequência da sua utilização; o modo como os receptores dos estudos de opinião pública o interpretam, ou eventualmente o dVer por dentro: