A Filosofia na Alcova
TODA A LEI HUMANA QUE CONTRARIAR
AS DA NATUREZA FOI FEITA PARA SER
DESPREZADA
A mando de um pai devasso, Eugénia passa dois dias nos aposentos da senhora de Saint-Ange. Com o auxílio do irmão mais novo da anfitriã, o cavaleiro de Mirvel, e de Dolmancé — cujos lábios destilam «a irreligião, a impiedade, a inumanidade e a libertinagem» —, a virginal jovem é introduzida aos «mais secretos mistérios de Vénus». Capaz de nos perturbar ainda hoje com os seus excessos de crueldade perversa, A Filosofia na Alcova (1795) é não só um verdadeiro tratado político, como um manual de instruções fisiológico e um genuíno compêndio de libertinagem.
| ISBN | 9789726083986 |
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| Editora | Antígona |
| Categorias |
Escritor francês (1740-1814), a sua obra só viria a ser revalorizada no início do século, com Apollinaire e os surrealistas. Em Sade, o Surrealismo descobriu o reivindicador de uma liberdade total face à sociedade. De salientar os romances Cent Vingt Journées de Sodome (Cento e Vinte Dias de Sodoma, 1782-1785), Justine ou les Malheurs de la vertue (Justina ou as Infelicidades da Virtude, 1791), Philosophie dans le Boudoir (1795) e L'Histoire de Juliette et sa sœur (1797), em que às cenas de libertinagem se assimila uma peculiar forma de reflexão filosófica.







