Para Uma Moral da Ambiguidade
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Os adversários do existencialismo afirmam que uma filosofia da liberdade é, a priori, incapaz de propor uma moral. Na medida em que somos livres, dizem eles, somos livres de desejar o que bem entendermos. Simone de Beauvoir propôs-se, por isso, avançar alguns princípios teóricos que validassem a possibilidade de uma moral existencialista. Para o fazer, é preciso, antes de mais, enfrentar a realidade da condição ambígua da natureza humana. A maioria das morais que a tradição nos legou ignora este dado, mas, sempre que uma moral é posta em prática, ele vem ao de cima: a duplicidade da vida e da morte, da subjetividade de cada homem e da sua ligação ao mundo, da sua finitude e da sua transcendência, do presente e do futuro. Mais vale, pois, assumi-lo. É claro que não se trata de fornecer aos homens livres receitas que os libertariam da necessidade agonizante de escolher; apenas se pode propor alguns métodos na condição de não ultrapassarem a ambiguidade de partida.
Com este livro, Simone de Beauvoir lança as bases para a tarefa que Jean-Paul Sartre deixou por realizar: a de escrever a moral do existencialismo.
Com este livro, Simone de Beauvoir lança as bases para a tarefa que Jean-Paul Sartre deixou por realizar: a de escrever a moral do existencialismo.
| Editora | Edições 70 |
|---|---|
| Coleção | Biblioteca de Filosofia Contemporânea |
| Categorias | |
| Editora | Edições 70 |
| Negar Chronopost e Cobrança | Não |
| Autores | Simone de Beauvoir |
Simone de Beauvoir
Simone de Beauvoir nasceu em Paris, em 1908. Estudou Filosofia na Sorbonne, onde conheceu Sartre, companheiro de toda a vida e com quem viveu uma relação célebre pelos seus padrões de abertura e honestidade. No final da Segunda Guerra Mundial, editou a revista política Les Temps Modernes, fundada por Sartre e Merleau-Ponty, entre outros. Foi ativista no movimento francês de emancipação das mulheres, nos anos de 1970, e serviu de modelo e de influência aos movimentos feministas posteriores. Simone de Beauvoir ganhou o Prémio Goncourt em 1954 com Os Mandarins. Morreu em Paris, em 1986.
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O Segundo Sexo - Volume 1Mais de 50 anos volvidos sobre a sua primeira publicação, os temas que Simone de Beauvoir discute neste célebre tratado sobre a condição da mulher continuam a ser pertinentes e a manter aceso um debate clássico. Entretecendo argumentos da Biologia, da Antropologia, da Psicanálise e Filosofia, e outras áreas de saber, O Segundo Sexo revela os desequilíbrios de poder entre os sexos e a posição do «Outro» que as mulheres ocupam no mundo. O Segundo Sexo é uma obra essencial do feminismo, e as suas considerações acerca dos condicionamentos sociais que levam à construção de categorias como «mulher» ou «feminino» ? e que estão na base da opressão das mulheres ? são hoje amplamente aceites. -
O Segundo Sexo - Volume 2Mais de 50 anos volvidos sobre a sua primeira publicação, os temas que Simone de Beauvoir discute neste célebre tratado sobre a condição da mulher continuam a ser pertinentes e a manter aceso um debate clássico. Entretecendo argumentos da Biologia, da Antropologia, da Psicanálise e Filosofia, e outras áreas de saber, O Segundo Sexo revela os desequilíbrios de poder entre os sexos e a posição do «Outro» que as mulheres ocupam no mundo. O Segundo Sexo é uma obra essencial do feminismo, e as suas considerações acerca dos condicionamentos sociais que levam à construção de categorias como «mulher» ou «feminino» ? e que estão na base da opressão das mulheres ? são hoje amplamente aceites. Volume 2 A Experiência Vivida Temas tratados ? A infância. Adolescência. A iniciação sexual. A lésbica. A mulher casada. A mãe. A vida social. Prostitutas e heteras. Da maturidade à velhice. Situação e carácter da mulher. A narcisista. A amorosa. A mística. A mulher independente. -
Mal-entendido em MoscovoInicialmente escrita para integrar a recolha La Femme Rompue (com a edição portuguesa intitulada A Mulher Destruída ), esta novela acabou por ser excluída do referido livro, pela própria mão da autora. Pela pertinência e atualidade do tema e pelo riquíssimo diálogo que o mesmo mantém com toda a obra de Beauvoir, este texto merecia, sem qualquer dúvida, uma edição autónoma. Em Mal-entendido em Moscovo evoca-se a crise vivida por um casal de meia-idade ao longo de uma viagem à União Soviética: a deceção política cruza-se com um mal-entendido sentimental, ligando a história individual à História coletiva. -
Extracts From: The Second SexVintage Feminism classic feminist texts in short form WITH AN INTRODUCTION BY NATALIE HAYNES When this book was first published in 1949 it was to outrage and scandal Never before had the case for female liberty been so forcefully and successfully argued De Beauvoirs belief that One is not born but rather becomes a woman switched on light bulbs in the heads of a generation of women and began a fight for greater equality and economic independence These pages contain the key passages of the book that changed perceptions of women forever . -
As InseparáveisEste é um romance sobre a intensa amizade que ligou Simone de Beauvoir a Zaza, Élisabeth Lacoin, que Simone conheceu quando tinha nove anos. Escrito em 1954, narra, em registo ficcional, a história das duas raparigas rebeldes, ao longo da sua educação sexual e intelectual, e que só terminou com a morte de uma das amigas. Quando Andrée veio frequentar a escola de Sylvie, esta ficou imediatamente fascinada pela sua nova colega: tão inteligente, elegante, sensível e autoconfiante como uma adulta. Ficaram logo amigas e conversavam e faziam planos durante horas a fio. Mas Andrée escondia algumas feridas e sofria uma educação demasiado exigente e reprimida. Andrée é Zaza; e Sylvie, a pequena Simone. Zaza teve uma morte trágica aos 21 anos. Foi uma personalidade extraordinária em vida, e a sua memória perdurou através das personagens em vários livros de Beauvoir, como Memórias de uma Menina Bem-Comportada e Os Mandarins. Com um posfácio da filha adotiva de Simone de Beauvoir - Sylvie Le Bon de Beauvoir - em que é feito um relato factual e cronológico desta amizade, da vida e do contexto familiar de Zaza, e um conjunto de cartas e de fotografias, As Inseparáveis é um livro de grande valor literário e documental e uma peça importante no conhecimento da vida e obra de Simone de Beauvoir. -
Para Uma Moral da AmbiguidadeOs adversários do existencialismo afirmam que uma filosofia da liberdade é, «a priori», incapaz de propor uma moral. Na medida em que somos livres, dizem eles, somos livres de desejar o que bem entendermos. Simone de Beauvoir propôs-se, por isso, avançar alguns princípios teóricos que validassem a possibilidade de uma moral existencialista, tarefa que Jean-Paul Sartre deixou por realizar. -
Memórias de Uma Menina Bem-ComportadaAs primeiras idades da grande filósofa e escritora do século xx, uma das mais influentes intelectuais feministas do nosso tempo.Neste volume inicial de memórias, publicado em 1959, dez anos após o controverso O Segundo Sexo, Simone de Beauvoir narra a infância, adolescência e juventude – a sua vida nas primeiras duas décadas, no seio de uma família burguesa, sem dinheiro ou posição. Mesmo assim, Simone Lucie Ernestine Marie Bertrand de Beauvoir e a irmã, Hélène, frequentaram um colégio católico privado.Após as primeiras memórias, iremos reencontrar Zaza, sua melhor amiga durante a adolescência e a juventude, e figura determinante para o seu desenvolvimento. Também veremos surgir em Simone os traços de personalidade e os interesses da mulher em que se viria a transformar: o anticonformismo, a ambição de ser alguém, o empenhamento social. -
O Existencialismo e a Sabedoria das NaçõesOs textos que esta antologia inédita recupera, "totalmente empenhados e totalmente livres", foram publicados em Les Temps Modernes, revista que Sartre e Beauvoir fundaram em 1945. Neles, a autora reivindica-se solidária das circunstâncias em que intervém, e faz dessa solidariedade uma ocasião e um objecto de pensamento."O homem procura sempre o seu próprio interesse", "A natureza humana nunca mudará", "Longe da vista, longe do coração", "Ninguém dá nada a ninguém", "Enquanto se é novo, é tudo muito bonito", "Não andamos cá para nos divertirmos"…Estes lugares comuns, estes dados adquiridos que constituem a sabedoria das nações, exprimem uma visão do mundo incoerente, cínica e omnipresente, que é preciso pôr em causa. É em nome deles, com efeito, que se censura ao existencialismo oferecer ao homem uma imagem de si próprio e da sua condição, determinada a desesperá-lo. Contudo, e bem pelo contrário, esta filosofia quer convencê-lo a recusar as consolações da mentira e da resignação: confia no homem.
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Inglaterra - Uma ElegiaNeste tributo pungente e pessoal, o filósofo Roger Scruton tece uma elegia à sua pátria, a Inglaterra, que é, ao mesmo tempo, uma esclarecedora e exaltante análise das suas instituições e cultura e uma celebração das suas virtudes.Abrangendo todos os aspectos da herança inglesa e informado por uma visão filosófica única, Inglaterra – Uma Elegia mostra como o seu país possui uma personalidade distinta e como dota os seus nacionais de um ideário moral também ele distinto.Inglaterra – Uma Elegia é uma defesa apaixonada, mas é também um lamento profundamente pessoal pelo perda e desvanecimento dessa Inglaterra da sua infância, da sua complexa relação com o seu pai e uma ampla meditação histórica e filosófica sobre o carácter, a comunidade, a religião, a lei, a sociedade, o governo, a cultura e o campo ingleses. -
Textos Políticos - Antologia«É aos escritos mais evidentemente políticos que é dedicada a escolha que se segue. É uma escolha pessoal – não há maneira menos redundante de dizer o óbvio. A minha intenção é pôr em destaque a dedicação de Gramsci a um projecto revolucionário muito claro: a assunção do poder por qualquer meio adequado para chegar a uma “ditadura do proletariado” que – ai de nós!, como diria Gramsci – terá de ser encarnada inicialmente pelo domínio do Partido e dos seus “melhores”, da sua aristocracia. Gramsci não tem medo das palavras – mas conhece o seu poder. Daí a sua popularidade entre uma extrema-esquerda como a do defunto Podemos, por exemplo, cujo ex-chefe carismático disse, numa entrevista aos Financial Times: “A realidade é definida pelas palavras. De modo que quem é dono das palavras tem o poder de moldar a realidade”. Essa ditadura não é o que nós julgamos ver: quer dizer, dizem-nos, liberdade.» da Introdução. -
As Fronteiras do ConhecimentoEm tempos muito recentes, a humanidade aprendeu muito sobre o universo, o passado e sobre si mesma. E, através dos nossos notáveis sucessos na aquisição de conhecimento, aprendemos o quanto ainda temos para aprender: a ciência que temos, por exemplo, abrange apenas 5% do universo; a pré-história ainda está a ser estudada, com muito por revelar, milhares de locais históricos ainda a serem explorados; e as novas neurociências da mente e do cérebro estão ainda a dará os primeiros passos. O que sabemos e como o sabemos? O que sabemos agora que não sabemos? E o que aprendemos sobre os obstáculos para saber mais? Numa época de batalhas cada vez mais profundas sobre o significado do conhecimento e da verdade, estas questões são mais importantes o que nunca. As Fronteiras do Conhecimento dá resposta a estas questões através de três campos cruciais de investigação: ciência, história e psicologia. Uma história notável da ciência, da vida na Terra e da própria mente humana, este é um tour de force convincente e fascinante, escrito com verve, clareza e uma amplitude deslumbrante de conhecimento. -
A Religião WokeUma onda de loucura e intolerância está a varrer o mundo ocidental. Com origem nas universidades americanas, a religião woke está a varrer tudo à sua passagem: universidades, escolas, empresas, meios de comunicação social e cultura.Esta religião, propagandeia, em nome da luta contra a discriminação, dogmas no mínimo inauditos:A «teoria de género» professa que o sexo e o corpo não existem e que a consciência é que importa.A «teoria crítica da raça» afirma que todos os brancos são racistas, mas que nenhuma pessoa «racializada» o é.A «epistemologia do ponto de vista» defende que todo o conhecimento é «situado» e que não existe ciência objectiva, nem mesmo as ciências exactas.O objectivo dos wokes é «desconstruir» todo o património cultural e científico e pôr-se a postos para a instauração de uma ditadura em nome do «bem» e da «justiça social».É tudo isto e muito mais que Braunstein explica e contextualiza neste A Religião Woke, apoiado por textos, teses, conferências e ensaios, que cita e explica longamente, para denunciar esta nova religião que destrói a liberdade.Um ensaio chocante e salutar. -
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