Salazar e a Conspiração do Opus Dei
Os arquivos da Torre do Tombo guardaram
até hoje um segredo colossal.
A PIDE/DGS acreditava que havia uma conspiração do Opus Dei para
dominar o regime do Estado Novo. A polícia política estava convicta
que, tal como já conseguira na Espanha de Franco, José Maria Escrivá,
o polémico fundador da Obra, queria conquistar as elites que apoiavam
o regime de Oliveira Salazar.
Esta investigação histórica apresenta uma tese conspirativa que
envolveria a Irmã Lúcia, o domínio do poderoso Banco da Agricultura e
uma aliança tácita, que só acabou frustrada, com o cardeal patriarca
Gonçalves Cerejeira.
Os relatórios confidenciais da PIDE/DGS revelam mais de 30 anos de
infiltração silenciosa do Opus Dei em Portugal e mencionam as
tentativas de recrutamento de nomes como Marcello Caetano ou
Adriano Moreira.
| Editora | Casa das Letras |
|---|---|
| Categorias | |
| Editora | Casa das Letras |
| Negar Chronopost e Cobrança | Não |
| Autores | Pedro Ramos Brandão, António José Vilela |
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Salazar-Cerejeira: a «Força» da IgrejaTeria a Igreja Católica portuguesa pressionado Salazar?» Uma pressão no sentido de influenciar uma política de Estado em termos de favorecimento de determinados interesses, nomeadamente materiais, morais ou ideológicos? Este livro analisa as relações entre o Estado Novo e a Igreja Católica, num registo muito específico, através da correspondência particular trocada entre Oliveira Salazar e o Cardeal Cerejeira, sendo grande parte dos documentos analisados inéditos em termos de publicação -
Segredos da Maçonaria PortuguesaEm "Segredos da Maçonaria Portuguesa" conta-se as histórias dos pedidos de favores maçónicos a Paulo Portas e os convites do GOL e da GLLP/GLRP a Pedro Passos Coelho e António José Seguro. Mas também a revolta maçónica contra o gestor António Mexia, a iniciação de Isaltino Morais, a festa maçónica com o cantor-imitador Fernando Pereira, o episódio do mestre maçon que mudou de sexo e todos os pormenores da sessão em que Nuno Vasconcellos foi eleito venerável da Loja Mozart. Nesta investigação inédita, o jornalista António José Vilela, que há mais de dez anos investiga este tema, desvenda por completo os segredos das duas maiores correntes maçónicas portuguesas, o Grande Oriente Lusitano (GOL) e a Grande Loja Legal de Portugal/Grande Loja Regular de Portugal (GLLP/GLRP), o seu poder e a sua influência na sociedade e no mundo da política nacional. Através dos próprios documentos secretos internos maçónicos, reproduzidos nesta obra, ficamos a saber como são feitas as iniciações de novos membros, quem guarda os livros dos maiores segredos da Irmandade do Bairro Alto, quais são os sinais secretos usados entre maçons e como funcionam os principais órgãos da maçonaria. Conhecemos ainda o vasto património da maçonaria, quem são os maçons eleitos para o Parlamento do GOL, o que dizem as atas confidenciais das sessões, onde, entre outros assuntos, já se votou a criação de serviços de inteligence e as ligações do espião Jorge Silva Carvalho aos altos graus da maçonaria e ao atual ministro Miguel Relvas. Hoje, há maçons em todos os distritos de Portugal. E quando um novo membro é recrutado para o GOL, os irmãos exigem-lhe que identifique por escrito quais são os seus inimigos. Porventura, o seu nome já lá está… -
Os Códigos e as Operações dos Espiões PortuguesesFrequentemente vistos como personagens de filmes e livros, os espiões são homens e mulheres bem reais, que circulam entre nós, apesar do manto de secretismo e mistério que os envolve. O jornalista António José Vilela mostra-nos neste livro como é a vida dos espiões portugueses, através de uma série de casos e episódios que nos proporcionam uma visão abrangente sobre o extraordinário mundo dos serviços secretos nacionais:O acesso ilegal a dados telefónicos nas secretas e a operação montada pelo antigo chefe dos espiões Silva Carvalho.A vigilância dos agentes do SIS aos sírios vindos da prisão de Guantánamo. Os negócios angolanos sob vigilância e a burla milionária que trouxe os espiões de Angola a Portugal. O dinheiro da Al-Qaeda em Lisboa e o ataque terrorista ao Euro 2004. O espião português fascinado por Khadafi que acabou debaixo de fogo em plena revolução líbia. Os encontros com os espiões da CIA e o alvo chamado Pedro Santana Lopes. Estas são apenas algumas das muitas histórias de um livro que nos revela, ainda, alguns dos segredos mais bem guardados dos espiões portugueses e o modo como se movem na sombra para garantir a segurança nacional. Quais as suas regras, como é feito o recrutamento, como são treinados, quais as técnicas utilizadas, quais as principais operações, que homens são estes...? Os Códigos e As Operações dos Espiões Portugueses é uma obra decisiva para conhecer e compreender uma das realidades mais escondidas do nosso país. -
ApanhadosUm livro indispensável para perceber o que aconteceu em Portugal nos últimos 15 anos. Este livro é uma viagem às investigações judiciais e aos jogos de bastidores de três grandes operações do Ministério Público: Furacão, Monte Branco e Marquês. No centro de todos estes processos há um fator comum: os milhões de euros escondidos através de complexos circuitos e entidades sediadas em offshores.Com base numa rigorosa investigação jornalística, na consulta de milhares de documentos e de entrevistas a informadores privilegiados, o autor leva-nos numa viagem a um mundo de esquemas e circuitos internacionais de fuga ao fisco, por onde passam muitas malas carregadas de dinheiro.Conheça as fortunas escondidas dos Barbot, dos irmãos Sacoor, Horta e Costa e Ricardo Salgado. Os pagamentos feitos por fora a Scolari ou Jorge Jesus. A mulher fatal de Isaltino Morais e os circuitos de offshores na Suíça e no Panamá, Cabo Verde e Singapura. A conspiração da Portugal Telecom, os homens-sombra dos Espírito Santo e como José Sócrates foi apanhado.Mas este livro é também uma investigação às próprias investigações judiciais, ao tempo que demoram, aos resultados que conseguiram, aos muitos episódios rocambolescos que aconteceram e às guerras dos investigadores judiciais e policiais. -
Segredos e Corrupção - O Negócio de Armas em PortugalA história secreta das grandes investigações militares por suspeitas de corrupção nas Forças Armadas Portuguesas. No mundo das aquisições militares portuguesas, onde imperam os intermediários e os jogos de bastidores, corre um negócio legal que, só entre 1995 e 2004, movimentou cerca de 637 milhões de euros. Este livro desvenda a história secreta das grandes investigações militares por suspeitas de corrupção nas Forças Armadas Portuguesas. E dos anos de pressões do Estado-Maior do Exército para «proibir as investigações» da Polícia Judiciária Militar. São muitos os documentos confidenciais militares onde constam alegados esquemas de corrupção e subornos no mercado de armamento português. Das dezenas de auditorias aos processos-crime que estiveram dez anos em segredo de justiça, muitos foram os negócios suspeitos: radares, mísseis, armamento pesado e ligeiro e carros de combate. Depois de cinco anos de investigação exaustiva, quebra-se o «muro de silêncio». -
A Teia do BANIF - Dos Negócios da Elite Angolana à Lava Jato - Os Planos Secretos de um Banco MalditoEm A Teia do Banif, são reveladas histórias secretas do caso Banif através de centenas de documentos inéditos, escutas telefónicas e e-mails confidenciais — muitos deles dispersos em dezenas de volumosos inquéritos-crime. Uma viagem de 15 anos aos acordos de cavalheiros, ao tráfico de influências, aos offshores do dinheiro clandestino, às toupeiras na Polícia Judiciária e no Ministério Público, ao plano para dominar o primeiro banco português e aos bastidores das investigações judiciais portuguesas à elite política e económica angolana.Esta é a outra história de um banco maldito (e do Millennium BCP, BPI, BPA Atlântico e Eurobic e dos seus banqueiros) que terá lavado mais de 1,5 mil milhões de euros. E que acabou intervencionado e vendido pelo Estado português arrastando investidores privados e muito dinheiro público. Um caso que ainda hoje se encontra sob investigação da justiça portuguesa.
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NovidadeA Revolução e o PRECO discurso oficial sobre o 25 de Abril de 1974 tem apresentado esta data como o momento fundador da democracia em Portugal. No entanto, a democracia apenas se pode considerar verdadeiramente instituída em 25 de Abril de 1976, com a entrada em vigor da actual Constituição. Até lá o país viveu sob tutela militar, que se caracterizou pela violação constante dos direitos fundamentais dos cidadãos, com prisões sem culpa formada, ausência de «habeas corpus», saneamento de funcionários, sequestro de empresários, e contestação de decisões judiciais. Em 1975, Portugal esteve à beira da guerra civil, o que só viria a ser travado em 25 de Novembro desse ano, uma data que hoje muitos se recusam a comemorar. Nesta obra pretendemos dar a conhecer o que efectivamente se passou nos dois anos que durou o processo revolucionário no nosso país, no intuito de contribuir para um verdadeiro debate sobre um período histórico muito próximo, mas que não é detalhadamente conhecido pelas gerações mais novas. -
As Causas do Atraso Português«Porque é Portugal hoje um país rico a nível mundial, mas pobre no contexto europeu? Quais são as causas e o contexto histórico do nosso atraso? Como chegámos aqui, e o que pode ser feito para melhorarmos a nossa situação? São estas as perguntas a que procuro responder neste livro. Quase todas as análises ao estado do país feitas na praça pública pecam por miopia: como desconhecem a profundidade histórica do atraso, fazem erros sistemáticos e anunciam diagnósticos inúteis, quando não prejudiciais. Quem discursa tem também frequentemente um marcado enviesamento político e não declara os seus conflitos de interesse. […] Na verdade, para refletirmos bem sobre presente e os futuros possíveis, temos de começar por compreender o nosso passado. Para que um futuro melhor seja possível, temos de considerar de forma ponderada os fatores que explicam – e os que não explicam – o atraso do país. Este livro tem esse objetivo.» -
NovidadeHistória dos GatosNuma série de cartas dirigidas à incógnita marquesa de B**, F.-A. Paradis e Moncrif (o espirituoso favorito da sociedade parisiense) faz uma defesa apaixonada dos amáveis felinos, munindo-se para isso de uma extrema erudição.Este divertido compêndio de anedotas, retratos, fábulas e mitos em torno dos gatos mostra que o nosso fascínio por estes animais tão dóceis quanto esquivos é uma constante ao longo da história da civilização e que não há, por isso, razão para a desconfiança que sobre eles recaía desde a Idade Média. Ou haverá? -
NovidadeA Indústria do HolocaustoNesta obra iconoclasta e polémica, Norman G. Finkelstein analisa a exploração da memória do holocausto nazi como arma ideológica, ao serviço de interesses políticos e económicos, pelas elites judaicas norte-americanas. A INDÚSTRIA DO HOLOCAUSTO (2000) traça a génese de uma imunidade que exime o Estado de Israel – um trunfo estratégico dos EUA depois da Guerra dos Seis Dias – de qualquer censura e lhe permite justificar expedientes ofensivos como legítima defesa. Este ensaio essencial sobre a instrumentalização e monopolização de uma tragédia – eclipsando outras vítimas do genocídio nazi – denuncia ainda a perturbadora questão do aproveitamento das compensações financeiras devidas aos sobreviventes. -
NovidadeRevolução Inacabada - O que Não Mudou com o 25 de AbrilO que não mudou com o 25 de Abril? Apesar de todas as conquistas de cinco décadas de democracia, há características na sociedade portuguesa que se mantêm quase inalteradas. Este livro investiga duas delas: o elitismo na política e o machismo na justiça. O recrutamento para a classe política dirigente praticamente não abrange pessoas não licenciadas e com contacto com a pobreza, e quase não há mobilidade do poder local para o poder nacional. No sistema judicial, a entrada das mulheres na magistratura e a mudança para leis mais progressistas não alteraram um padrão de baixas condenações por crimes sexuais, cometidos sobretudo contra mulheres. Cruzando factos e testemunhos, este é o retrato de um Portugal onde a revolução pela igualdade está ainda inacabada. -
NovidadePaxNo seu auge, o Império Romano era o Estado mais rico e formidável que o mundo já tinha visto. Estendendo-se da Escócia à Arábia, geria os destinos de cerca de um quarto da humanidade.Começando no ano em que quatro Césares governaram sucessivamente o Império, e terminando cerca de sete décadas depois, com a morte de Adriano, Pax: Guerra e Paz na Idade de Ouro de Roma revela-nos a história deslumbrante de Roma no apogeu do seu poder.Tom Holland, reconhecido historiador e autor, apresenta um retrato vivo e entusiasmante dessa era de desenvolvimento: a Pax Romana - da destruição de Jerusalém e Pompeia, passando pela construção do Coliseu e da Muralha de Adriano e pelas conquistas de Trajano. E demonstra, ao mesmo tempo, como a paz romana foi fruto de uma violência militar sem precedentes. -
NovidadeAntes do 25 de Abril: Era ProibidoJá imaginou viver num país onde:tem de possuir uma licença do Estado para usar um isqueiro?uma mulher, para viajar, precisa de autorização escrita do marido?as enfermeiras estão proibidas de casar?as saias das raparigas são medidas à entrada da escola, pois não se podem ver os joelhos?não pode ler o que lhe apetece, ouvir a música que quer, ou até dormitar num banco de jardim?Já nos esquecemos, mas, há 50 anos, feitos agora em Abril de 2024, tudo isto era proibido em Portugal. Tudo isto e muito mais, como dar um beijo na boca em público, um acto exibicionista atentatório da moral, punido com coima e cabeça rapada. E para os namorados que, num banco de jardim, não tivessem as mãozinhas onde deviam, havia as seguintes multas:1.º – Mão na mão: 2$502.º – Mão naquilo: 15$003.º – Aquilo na mão: 30$004.º – Aquilo naquilo: 50$005.º – Aquilo atrás daquilo: 100$006.º – Parágrafo único – Com a língua naquilo: 150$00 de multa, preso e fotografado. -
NovidadeBaviera TropicalCom o final da Segunda Guerra Mundial, o médico nazi Josef Mengele, conhecido mundialmente pelas suas cruéis experiências e por enviar milhares de pessoas para câmaras de gás nos campos de concentração em Auschwitz, foi fugitivo durante 34 anos, metade dos quais foram passados no Brasil. Mengele escapou à justiça, aos serviços secretos israelitas e aos caçadores de nazis até à sua morte, em 1979 na Bertioga. Foi no Brasil que Mengele criou a sua Baviera Tropical, um lugar onde podia falar alemão, manter as suas crenças, os seus amigos e uma conexão com a sua terra natal. Tudo isto foi apenas possível com a ajuda de um pequeno círculo de europeus expatriados, dispostos a ajudá-lo até ao fim. Baviera Tropical assenta numa investigação jornalística sobre o período de 18 anos em que o médico nazi se escondeu no Brasil. A partir de documentos com informação inédita do arquivo dos serviços secretos israelitas – a Mossad – e de diversas entrevistas com protagonistas da história, nomeadamente ao comandante da caça a Mengele no Brasil e à sua professora, Bettina Anton reconstitui o percurso de Mengele no Brasil, onde foi capaz de criar uma nova vida no país sob uma nova identidade, até à sua morte, sem ser descoberto. E a grande questão do livro: de que forma um criminoso de tamanha dimensão e os seus colaboradores conseguiram passar impunes?