Os arquivos da Torre do Tombo guardaram
até hoje um segredo colossal.
A PIDE/DGS acreditava que havia uma conspiração do Opus Dei para
dominar o regime do Estado Novo. A polícia política estava convicta
que, tal como já conseguira na Espanha de Franco, José Maria Escrivá,
o polémico fundador da Obra, queria conquistar as elites que apoiavam
o regime de Oliveira Salazar. Esta investigação histórica apresenta uma tese conspirativa que
envolveria a Irmã Lúcia, o domínio do poderoso Banco da Agricultura e
uma aliança tácita, que só acabou frustrada, com o cardeal patriarca
Gonçalves Cerejeira. Os relatórios confidenciais da PIDE/DGS revelam mais de 30 anos de
infiltração silenciosa do Opus Dei em Portugal e mencionam as
tentativas de recrutamento de nomes como Marcello Caetano ou
Adriano Moreira.
"António José Vilela é licenciado em Comunicação Social e Mestre em Ciência Política pelo ISCSP (Universidade de Lisboa), onde é Professor Auxiliar Convidado desde 1999. É jornalista desde julho de 1992 e exerce atualmente as funções de Diretor Adjunto da revista Sábado. Estagiou na TSF e trabalhou no Correio da Manhã, Euronotícias e O Independente. Colaborou nas revistas Grande Reportagem e Notícias Magazine.
É autor de centenas de artigos de investigação jornalística e de livros como Segredos e Corrupção –
– O Negócio das Armas em Portugal (2009); Salazar e a Conspiração do Opus Dei (2011); e Apanhados – As Investigações Judiciais às Fortunas Escondidas dos Ricos e Poderosos (2017). Ganhou o Prémio Reportagem Segurança Rodoviária (1999) e o Prémio Reportagem Orlando Gonçalves (2004)."